Entrevista com João Paulo Sette – CEO do Social Comics!

Fala galera, beleza?!

É com satisfação que trazemos a vocês uma pequena entrevista que fizemos com João Paulo Sette, o CEO do Social Comics.

Como já explicamos em post específico, o Social Comics (site oficial) é uma plataforma na qual, pagando uma mensalidade, você tem acesso ao catálogo de quadrinhos digitais que eles disponibilizam.

Finalmente, segue a entrevista:

 

Coleção HQ’s – De quem foi e de onde surgiu a ideia de criar o Social Comics? Isso já vinha sendo pensado há muito tempo ou foi mais uma inspiração repentina?

João Paulo – A ideia nasceu há pouco mais de 2 anos. Eu queria ler alguns quadrinhos que não tinha acesso, então surgiu o Social Comics, que começou como uma ideia de rede social de quadrinhos e foi se aprimorando até chegar onde o que ele se tornou. Um projeto como esse demanda bastante investimento e tempo. Não existia nenhum modelo pronto, então fomos fazendo pesquisa, entendendo mercado, pensando em todos os detalhes e fazendo um planejamento bem a longo prazo para fazer a coisa acontecer de verdade.

CHQs – Como foi o processo de criação da plataforma? Como estamos na era das startups, muita gente tem dúvida quanto à parte técnica e burocrática desse tipo de trabalho.

JP – As Startups em sua maioria traz soluções inovadoras que não sabemos que precisávamos delas (risos). No caso do Social Comics foi algo bem semelhante a isso. Identificamos que poderia existir um serviço como esse e fomos planejando. Como falei antes, não saiu do nada. Passamos dois anos estudando e trabalhando, se reunindo 3 vezes por semana, foram muitas viagens e investimento para que o projeto pudesse se tornar realidade. A parte burocrática é igual a de uma empresa normal, mas só tem necessidade de partir pra isso quando a coisa estiver 100% formatada e se tenha determinação de arriscar. No caso do Social Comics, temos partes bem distintas. Eu tinha uma ideia e um business que sabia desenvolver, precisava de alguém que entendesse da parte técnica. Então foi quando chamei Marcelo para participar, e ele trouxe Fernando, e assim começamos. Estudamos bastante e soubemos até onde poderíamos ir por nós e quando precisaríamos de ajuda. Não é difícil lançar uma Startup, o difícil é a determinação e o entendimento do que é necessário fazer para colocar uma startup de pé. Sem força de vontade e muito trabalho, muito trabalho mesmo, não se chega lá.  Fim de semana não existe, noites sem dormir, abdicar do lazer, para focar 100% no seu projeto e muita, muita paciência e sangue frio, é o que determina o sucesso do fracasso.

CHQs – Vocês já tinham contatos nas editoras ou tiveram que correr atrás de uma por uma? Quanto aos escritores independentes, como foi construída a parceria?

JP – Nós não tínhamos nada a não ser a ideia. Claro que conhecíamos uma ou outra pessoa, mas eu fui usando o meu network para chegar nas pessoas que precisávamos falar. A primeira a embarcar no Social Comics foi a Devir, que minha agência de publicidade tem a conta. Além disso, fazer parte da Comic Con Experience me ajudou a desenvolver o business. A partir daí foi a construção de um processo sólido de relacionamento. Mesmo com a agência de publicidade, mesmo com a CCXP, mesmo usando meu network para me referenciar, muitas editoras e muitos parceiros precisavam acreditar que não tínhamos criado apenas um PDF, que era um projeto concreto. Eu falo sempre que ter uma ideia de Streaming de Quadrinhos não é nada genial, o que faz a real diferença é como se desenvolve todo o business.

CHQs – Por falar em editoras, como estão os planos de expansão do SC, em termos de novas HQ’s disponibilizadas?

JP – Agora que a plataforma está no ar, alcançamos o primeiro nível de credibilidade que precisávamos. Os conteúdos virem a partir daí é bem mais fácil. Já temos um calendário de anúncios de títulos bem legais. Nossa ideia é todas as semanas divulgarmos novos títulos. Só ficar atento a nossos canais de divulgação. Tem muita coisa boa vindo por aí…

CHQs – E claro, a questão que todos querem saber: Está nos planos do SC incluir Marvel e DC no catálogo? Se sim, já existe alguma previsão pra isso?

JP – Não temos previsão para ter Marvel e DC no catálogo. Outras editoras de porte estão bem mais próximas, e algumas delas já com contratos assinados, mas com prazo para começarmos a divulgar. Voltando a Marvel e DC, claro que temos total interesse e claro que nós já temos conversado com a Panini sobre o assunto. Mas não queremos criar expectativas pois não temos nada fechado e sabemos que não é fácil tê-los no catálogo. Eu estou indo para Comic Con de NY em Outubro e tenho algumas reuniões por lá. Acredito que teremos novidades interessantes já na Comic Con Experience.

CHQs – João Paulo, gostaria de agradecer pela entrevista. Espero que o projeto cresça cada vez mais e proporcione a nós, fãs da nona arte, mais materiais de qualidade a um preço justo. Pra finalizar, fique a vontade para deixar uma mensagem aos leitores deste blog.

JP – Eu que te agradeço Rodolfo. O que gostaria de dizer para o pessoal é que temos trabalhado arduamente para proporcionar o melhor para os leitores. Sabemos as expectativas, mas estamos apenas com uma semana da plataforma lançada. Temos bastante o que melhorar, mas o principal é que sabemos exatamente onde precisamos melhorar e qual caminho trilhar. Acreditamos que estamos ajudando a desenvolver, de alguma forma, o mercado de quadrinhos nacionais. Lá já temos quadrinhos incríveis de artistas talentosíssimos como O Doutrinador, a Última Bailarina e Quad por exemplo e se cada um fizer sua parte, tenho certeza que esses autores terão mais incentivo para cada vez mais criar novos conteúdos e assim desenvolver uma produção nacional mais robusta. Nós acreditamos e estamos fazendo nossa parte, convido a todos que queiram que o Brasil alcance novos patamares do mercado de quadrinhos que façam sua parte também.

 

E foi isso galera. Em breve teremos mais novidades aqui no Blog!

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