Thor – Ragnarok [Projeto Marvel #2]

Fala galera, beleza?

Dando continuidade ao projeto “Marvel – Da Queda até O Cerco” hoje teremos o review de THOR – RAGNAROK!

Essa história é dividida em seis partes e foi publicada nas revistas Thor (vol. 2) #80 até #85. A primeira foi de agosto de 2004. A equipe criativa contava com Michael Avon Oeming no roteiro, Andrea Divito na arte e Laura Villari nas cores. Assim como “Vingadores – A Queda”, essa história foi publicada no Brasil pela Panini no ano de 2005 no mix Os Poderosos Vingadores.

[Onde ler essa HQ?] Galera, faz tempo que a Panini não a publica e, pelo visto, nem está nos planos dela fazê-lo, portanto existem poucas formas de ir atrás desse material. Pode-se procurar em sebos pela revista Os Poderosos Vingadores a partir da número 22. Pode-se comprar importado. Pode-se ainda pedir emprestado a algum conhecido que tenha. Por último, especificamente nesse caso, acredito que não há polêmica alguma em ler por scan.

[Prólogo] Bom galera, como a maioria já deve saber Ragnarok é um evento apocalíptico que tem origens na mitologia nórdica, portanto é de se esperar que nessa história a destruição vai rolar solta. Sendo assim o ideal é que você conheça o máximo possível da cronologia do Thor. Não que isso vá te impedir de entender os eventos que acontecem – eu, por exemplo, li toda a saga tendo conhecimento mínimo sobre o Deus do Trovão – mas vai ajudar bastante a reconhecer a importância de todos os personagens secundários da trama. Uma boa dica é ler o encadernado Os Três Guerreiros, publicado recentemente na coleção de capa vermelha da Salvat.

O que acho relevante comentar é o seguinte: Em uma batalha contra Surtur, Odin se sacrificou para conseguir desferir um golpe fatal no demônio. Thor acabou assumindo os poderes do pai e passou a governar Asgard. Foi nessa época que ele teve a ideia de trazer Asgard para a dimensão da Terra. No começo foi tudo uma maravilha e Thor conseguiu até seguidores humanos. Com o passar do tempo as relações foram ficando ruins e ele próprio tomou consciência que estava sendo um tirano. O Deus do Trovão volta no tempo a fim de consertar tudo e evitar sua tirania.

[A História] Galera, esse arco é uma jornada épica. Ao ler essa HQ a primeira coisa que me veio à cabeça foi: “nossa, isso aqui parece Senhor Dos Anéis”. E, como toda boa epopeia, temos um prólogo grandioso. Não aquele que descrevi acima, mas sim a introdução da revista número 80 do Deus do Trovão. Nela é mostrado como o Céu e a Terra foram criados a partir da morte do gigante Umir e como os anões primordiais forjaram a arma Mjolnir, usando um molde único. Temos, também, a origem de Loki e como ele reagiu quando o poderoso Odin cedeu seu martelo a Thor. Para finalizar o prólogo o plano de Loki (que vai desencadear o Ragnaroki) é exposto para o leitor. Ele encontra a forja de Mjolnir e, com ela, pretende criar armas quase tão poderosas quanto a original e, com isso, se tornar o Senhor de Asgard.

Dando início à trama, Thor está no velório do anão Eltri quando a montanha começa a desmoronar enquanto é atacada por Loki e outras criaturas poderosas como Fenris, Ulik e Hyrm. O Deus da Trapaça se aliou a Surtur (que todos pensavam estar morto – vide o prólogo do review) e conseguiu forjar armas poderosas a partir do molde de Mjolnir e, com elas em batalha, conseguiu derrotar o Deus do Trovão e seus aliados. Na luta, Lady Sif perdeu o braço esquerdo, Encantor foi morta e Mjolnir ficou em pedaços. Sem alternativa, Thor vai à Terra pedir socorro aos Vingadores.

De volta à Asgard acompanhado por Homem de Ferro e Capitão América, Thor vê a completa destruição de sua terra natal. Fogo, escombros e mortes, muitas mortes. Até os Einherjar, os Guerreiros de Odin, foram derrotados. Enquanto observam a destruição os heróis são surpreendidos por Loki e suas criaturas. Dessa vez, porém, o Deus da Trapaça é derrotado e os Vingadores ganham um tempo para respirar. Entretanto, após entrar na cidade, mais um baque… O velório de Balder estava acontecendo. Thor pede explicações de como isso ocorreu e, pra sua tristeza, acaba descobrindo que sua mão, Frigga, também faleceu.

Esse foi o estopim para o herói. Após uma mistura de fúria e tristeza, o Deus do Trovão percebe que esse é o início do fim… o Ragnarok! Ele manda Stark e Rogers de volta para a Terra e, ao lado do garoto sobrevivente da guerra, convoca os sobreviventes para a última batalha!

A partir daqui começa uma verdadeira peregrinação. Ao chegar em Alfheim Thor encontra Volstagg ainda vivo e este conta sobre outros que caíram: Fandral, Hogun e Lady Sif entre eles. Os sobreviventes partem, então, para Vanaheim. Chegando ao destino, veem a cidade sob ataque e caindo. Assim começa uma nova batalha.

Valquiria, defensora da terra, é a primeira baixa importante na luta. No momento de sua queda, porém, uma boa notícia: Lady Sif ainda está viva e tenta ajudar Brunhilde. No fim da luta, quando Thor está prestes a enfrentar Fenris, Bill Raio Beta (irmão juramentado do Deus do Trovão) aparece, derrota facilmente o lobo filho de Loki e encerra a peleja.

Para abalar ainda mais Thor, o menino que passara a ser seu protegido morreu na última luta. Ele decide, então, deixar Bill Raio Beta como comandante de Asgard e parte em busca de vingança contra Loki. No caminho, porém, o poder de Odin (que tomou a forma do espírito do garoto recém-morto) se revela para seu filho e abre seus olhos. O Deus do Trovão é levado ao poço de Mimir, a fonte da sabedoria. Porém, para se tornar sábio, ele precisa realizar um sacrifício. Assim, arrancou seus dois olhos e os jogou no poço sendo, então, digno de tomar sua água.

Ele passa a entender o mundo. O passado e o presente. Porém, para completar sua missão e descobrir como enfrentar o Ragnarok ele deve realizar mais um sacrifício… Tirar a própria vida. E assim o faz. No reino dos mortos ele tem a revelação mais importante de todas: O Ragnarok é um evento cíclico iniciado pelos Deuses dos Deuses, que se alimentam da morte de todos os seres a cada novo Apocalipse. Em razão de seu sacrifício Thor se torna onipotente e tem total capacidade de matar todos os inimigos de Asgard. Mas não é isso que ele faz.

O filho de Odin decide deixar Surtur, o demônio, se juntar a outras criaturas para lutarem contra os Asgardianos até a morte. E assim o Ragnarok acontece.

A diferença é que, dessa vez, Thor sabe o que fazer para encerrar o ciclo de mortes que alimenta os Deuses que sentam acima nas sombras. Ele corta a linha da tapeçaria que escreve todo o destino!

Resumindo, o Ragnarok era um evento que acontecia de tempos em tempos apenas para alimentar com energia os deuses dos deuses. Thor, com sua recém-adquirida sabedoria, corta o fio da tapeçaria do destino que fazia com que o apocalipse nórdico se repetisse e, enquanto isso, permite que o último Ragnarok aconteça! Assim como todo o resto, Thor é destruído pelo evento (ou não)! Na última página da HQ temos o herói dizendo: “eu devo fechar meus olhos e respirar fundo no descanso dos deuses… pelo menos, por enquanto…”.

[Conclusão] Bom galera, essa foi mais uma demolição de um personagem do Universo Marvel que aconteceu em 2004. Depois de A Queda, o Ragnarok veio pra fechar o ciclo de mais um herói. Sendo assim essa HQ é muito importante dentro da cronologia e está entre as indispensáveis de se conhecer. A dica é: corra atrás e dê um jeito de lê-la!

A seguir, dando continuidade ao projeto “Marvel – Da Queda até O Cerco” teremos o começo das novas fases dos heróis mais poderosos da Terra com “Capitão América – Tempo Esgotado”.

Um abraço!!!

2 Responses

  1. Roger

    Me lembro de ler esse arco na revista dos Vingadores pela Panini mesmo, e logo de início já fui surpreendido com tamanha destruição. Sempre ouvia falar sobre o Ragnarok nas histórias do Thor, mas o mais perto que cheguei a ler foi a Saga de Surtur nos anos 80, mas esse Ragnarok foi muito bom mesmo, vale a pena.

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